O ISTMO vai mudar. E melhorar!

A partir do dia 19 de novembro teremos um layout novo e um domínio novo próprio. E o principal: nossos textos, análises e opiniões, produzidos por nossas e nossos colunistas, hoje a maioria publicado apenas em espanhol, serão todos traduzidos ao português. Seremos uma plataforma bilíngue sobre a América Central, a primeira no Brasil a valorizar os trabalhos de pesquisadores dos países do istmo centro-americano.

Criado na metade de 2013, inicialmente como um grupo de estudos específico, nosso projeto em 2014 transforma-se numa rede de centro-americanistas de diferentes partes da América Latina, ainda em fase experimental, com expressão no blog O ISTMO, funcionando a partir do Núcleo de Pesquisas D&R, da Universidade Federal de Pernambuco. Nossos esforços são para constituirmos uma plataforma inédita de visibilidade a temas centro-americanos no Brasil. Estamos empenhados em ajudar a fortalecer a pesquisa teórica e empiricamente informada pela perspectiva regional, através da busca da formação de um corpo de conhecimento e análise de diversas disciplinas e procedências relacionados ao istmo.

E agora, teremos um lançamento oficial! Com mudanças e melhorias!

  • Aqui em O ISTMO falamos português – Durante o Pré-Alas 2014, em Recife, no dia 19 deste mês, (http://prealas2014recife.blogspot.com.br/)  apresentaremos o projeto O ISTMO à comunidade de pesquisadoras e pesquisadoras das diversas ciências sociais da América Latina, executando o plano de sermos o primeiro espaço acadêmico, pequenos mas orgulhosos, a traduzir constantemente autores centro-americanos no Brasil. Criamos uma pequena equipe de tradução e revisão, de alunos de graduação e outros pesquisadores comprometidos e solidários, que vai integrar esse salto qualitativo que queremos ter para avançar com o projeto.
  • O que é “istmo” – Em tempos pré-colombianos a região que hoje chamamos de América Central foi uma ponte entre culturas. Durante o período Colonial, porém, a administração peninsular lhe privilegiou a condição de istmo, ou seja, antes de vê-la como a ponte que une as massas continentais do Norte e do Sul da América, foi concebida como uma porção de terra que separava o oceano Pacífico do Atlântico.

E desde seu período republicano até atualmente, a região busca fazer comunicar através dela as águas mundiais, com a construção de canais transoceânicos (canal de Panamá, por exemplo, desde o início do século XX, e os megaprojetos em andamento hoje para a construção canal de Nicarágua, em parceria com empresas chinesas). Essa condição ístmica marcou-a geoestrategicamente em relação a interesses de potências globais.

Porque designada por uma espécie de destino geográfico, uma das especificidades da América Central no contexto latino-americano é justamente a de uma região de trânsito entre os dois oceanos, posição que marcou sua história sociopolítica no passado e lhe influencia no presente, dando-lhe peso geopolítico e características identitárias que a colocam em condições particulares para converter-se em um âmbito que merece análise especifico.

A região que se entende como América Latina mobiliza nessas primeiras décadas do século XXI diversos e poderosos interesses econômicos e políticos. Mas esse pequeno istmo, em específico, desse continente, embora geograficamente inscrito no centro, situa-se num lugar periférico tanto do sistema internacional em geral, como da América Latina, em particular. Paradoxalmente, ele está encravado com virtual desdém entre o hegemônico Norte e o promissor Sul do vasto continente americano.

Mesmo na América Latina, contudo, esse istmo é frequentemente estudado de forma marginal ou omissa, tangencial ou superficialmente, deixando-se de tratar, precisamente, seus singulares problemas e especificidade sociopolítica no continente. É a situação que levou o crítico literário guatelmateco Arturo Arias a caracterizá-la como “una región marginal dentro de la marginalidad”. Tem ainda, entre seus grandes traços distintivos do resto do continente, o fato de ser entendida como uma unidade pese sua grande heterogeneidade. Seus poucos mais de 500 mil km² (o Brasil sozinho tem mais de oito milhões de km²) abrigam sete Estados – (Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá) com uma população de quase 50 milhões de habitantes.

A chamada América Central, ou o istmo centro-americano, é o que o poeta Pablo Neruda denominou “la dulce cintura de América”, que tratamos com toda a atenção e cuidado no nosso projeto O ISTMO.

Continue acompanhando a América Central conosco!

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